Coronavírus
Sintomas,
Transmissão
e Prevenção

COVID-19: o que você precisa saber sobre o novo Coronavírus

O planeta está atravessando a pandemia do COVID-19, a doença do novo Coronavírus. A sigla em inglês significa “Coronavírus Disease 2019” e descreve a evolução agressiva da patologia viral, de alto grau de contágio, que causa infecções respiratórias.

O novo agente do Coronavírus teve seus primeiros casos descobertos em dezembro de 2019, na China, mas outras versões da doença já existiam no mundo desde 1937. Em 1965, o vírus foi descrito como Coronavírus, depois da análise microscópica de cientistas que apontaram que o seu formato se assemelhava a uma coroa.

Diante do novo surto, órgãos de autoridade na área da saúde como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério Federal da Saúde e as Secretarias Estaduais de Saúde se uniram para alertar a população e trabalhar pela prevenção e pelo tratamento da doença.

Para ajudar você a entender melhor o problema e saber como é preciso agir nesse momento, reunimos aqui as informações oficiais sobre o tema e organizamos abaixo as perguntas mais frequentes sobre o COVID-19.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo indica que uma epidemia (a progressão do surto de uma doença que se espalha por mais de uma região, podendo atingir até um país inteiro) se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. A OMS declarou em 11 de março de 2020 que o COVID-19 se tratava de uma pandemia.

Febre acima de 37,8°, tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia.

O quadro pode variar de leve a moderado, semelhante a uma gripe. Em alguns casos pode ser mais grave, por exemplo, em pessoas que já possuem outras doenças. Nessas situações, pode ocorrer síndrome respiratória aguda grave e complicações. Em casos extremos, pode levar a óbito.

Um ponto a ser observado é que nem todos os sintomas como, por exemplo, a febre, se manifestam. Nesses casos, somente a avaliação clínica pode afirmar se há suspeita de contaminação.

As formas de transmissão ainda estão sendo investigadas, mas o que se tem observado até agora é que a disseminação do Coronavírus acontece de pessoa para pessoa.

Qualquer indivíduo que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém que apresente qualquer um dos sintomas está em risco. Gotículas de saliva, espirros, tosse, catarro, contato pessoal próximo (como toque ou aperto de mão), contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos são as principais formas de estar exposto a infecção. No entanto, ainda não está claro com que facilidade o Coronavírus se espalha.

O período médio de incubação por Coronavírus é de 5 dias após a exposição de risco. Este tempo pode conter intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Diante do alto grau de dispersão do vírus pelo mundo, a Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde definiu alguns parâmetros que podem definir grupos mais suscetíveis a serem infectados pelo COVID-19. São eles:

Viajantes: Pessoas com histórico recente de viagem para países onde houve transmissão sustentada ou para áreas com transmissão local nos últimos 14 dias e que apresentem ao menos um dos sintomas relacionados a doença.

Contato próximo: Pessoa que teve contato físico direto (exemplo: aperto de mãos) ou contato direto desprotegido com secreções infecciosas de alguém que possua ou seja suspeito de possuir o COVID-19; Pessoa que teve contato frente a frente, ou em um ambiente fechado por 15 minutos ou mais, ou em uma distância inferior a 2 metros com alguém que possua ou seja suspeito de possuir o COVID-19; profissionais de saúde ou outra pessoa que cuida diretamente de um caso de COVID-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de COVID-19 sem equipamento de proteção individual recomendado (EPI) ou com uma possível violação do EPI. Essas pessoas precisam apresentar ao menos um sintoma da doença e ter vivido esse contato nos últimos 14 dias.

Contato domiciliar: Pessoa que manteve contato domiciliar com algum caso confirmado de COVID-19 nos últimos 14 dias e que apresente ao menos um dos sintomas da doença. Nesse caso é preciso observar também outros sintomas como diarreia, dor de cabeça, náusea, vômito, entre outros.

O Ministério da Saúde deixou claro: é preciso preservar os idosos e evitar ao máximo que eles se contaminem. Quanto menos idosos contraírem o COVID-19, menos pressão será colocada nos leitos de CTI, Centros de Terapia Intensiva, já que esse grupo é o que mais precisa do cuidado intensivo. Os idosos, por suas características naturais a idade, são mais sensíveis a doenças virais e podem desenvolver quadros muito graves.
O diagnóstico do novo Coronavírus é feito por meio da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreção respiratória inferior). É necessária a coleta de duas amostras que devem ser encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Para ter a confirmação da doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detectem o RNA viral.

Depois do resultado dos exames e da avaliação clínica, os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e orientados a tomar medidas de precaução domiciliar.

Os tratamentos específicos para infecções causadas pelo COVID-19 ainda estão sendo desenvolvidos. No entanto, as medidas tomadas por profissionais de saúde são indicar repouso e consumo de bastante água; para aliviar os sintomas, indicar o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos), uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Contudo, é importante ressaltar que as medidas são orientadas de acordo com cada caso e é indicado que, assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias após início do quadro (qualquer sintoma, independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).
Lave as mãos com água e sabão por 20 segundos; use álcool gel; ao espirrar, cubra o nariz e a boca com a parte superior do braço; evite aglomerações de qualquer natureza; mantenha os ambientes bem ventilados; higienize corretamente cômodos da casa, objetos e roupas; não compartilhe objetos pessoais.
De acordo com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a disseminação do novo Coronavírus no Brasil tem seguido uma curva de alta velocidade de infectados, assim como aconteceu na China, no Irã e na maioria dos países da Europa. Para que essa curva diminua e assim evitar o colapso do sistema de saúde, segundo ele, o melhor caminho é adotar o distanciamento social. A medida envolve o isolamento de infectados pelo COVID-19, isolamento de quem teve contato com eles e isolamento de idosos a partir dos 60 anos.

No entanto, com o aumentos dos casos em pouco tempo, este quadro mudou. O Ministério da Saúde aponta que capitais como Rio de Janeiro e São Paulo já registram caso de transmissão comunitária, quando não é identificada a origem da contaminação. Com isso, o país entra em uma nova fase da estratégia para criar condições para diminuir os danos que o vírus pode causar à população.

A orientação dos órgãos oficiais é, portanto, que o maior número possível de pessoas se mantenha em casa, em distanciamento social, até o final da determinação oficial. Existem pessoas que podem contrair o vírus, mas não apresentarem sintomas, contudo, essas ainda podem transmitir a doença.

COVID-19: o que você precisa saber sobre o novo Coronavírus

O planeta está atravessando a pandemia do COVID-19, a doença do novo Coronavírus. A sigla em inglês significa “Coronavírus Disease 2019” e descreve a evolução agressiva da patologia viral, de alto grau de contágio, que causa infecções respiratórias.

O novo agente do Coronavírus teve seus primeiros casos descobertos em dezembro de 2019, na China, mas outras versões da doença já existiam no mundo desde 1937. Em 1965, o vírus foi descrito como Coronavírus, depois da análise microscópica de cientistas que apontaram que o seu formato se assemelhava a uma coroa.

Diante do novo surto, órgãos de autoridade na área da saúde como a Organização Mundial da Saúde, o Ministério Federal da Saúde e as Secretarias Estaduais de Saúde se uniram para alertar a população e trabalhar pela prevenção e pelo tratamento da doença.

Para ajudar você a entender melhor o problema e saber como é preciso agir nesse momento, reunimos aqui as informações oficiais sobre o tema e organizamos abaixo as perguntas mais frequentes sobre o COVID-19.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença. O termo indica que uma epidemia (a progressão do surto de uma doença que se espalha por mais de uma região, podendo atingir até um país inteiro) se espalhou para dois ou mais continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa. A OMS declarou em 11 de março de 2020 que o COVID-19 se tratava de uma pandemia.

Febre acima de 37,8°, tosse, dificuldade para respirar, produção de escarro, congestão nasal ou conjuntival, dificuldade para deglutir, dor de garganta, coriza, saturação de O2 < 95%, sinais de cianose, batimento de asa de nariz, tiragem intercostal e dispneia.

O quadro pode variar de leve a moderado, semelhante a uma gripe. Em alguns casos pode ser mais grave, por exemplo, em pessoas que já possuem outras doenças. Nessas situações, pode ocorrer síndrome respiratória aguda grave e complicações. Em casos extremos, pode levar a óbito.

Um ponto a ser observado é que nem todos os sintomas como, por exemplo, a febre, se manifestam. Nesses casos, somente a avaliação clínica pode afirmar se há suspeita de contaminação.

As formas de transmissão ainda estão sendo investigadas, mas o que se tem observado até agora é que a disseminação do Coronavírus acontece de pessoa para pessoa.

Qualquer indivíduo que tenha contato próximo (cerca de 1m) com alguém que apresente qualquer um dos sintomas está em risco. Gotículas de saliva, espirros, tosse, catarro, contato pessoal próximo (como toque ou aperto de mão), contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos são as principais formas de estar exposto a infecção. No entanto, ainda não está claro com que facilidade o Coronavírus se espalha.

O período médio de incubação por Coronavírus é de 5 dias após a exposição de risco. Este tempo pode conter intervalos que chegam a 12 dias, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.

Diante do alto grau de dispersão do vírus pelo mundo, a Secretaria de Vigilância do Ministério da Saúde definiu alguns parâmetros que podem definir grupos mais suscetíveis a serem infectados pelo COVID-19. São eles:

Viajantes: Pessoas com histórico recente de viagem para países onde houve transmissão sustentada ou para áreas com transmissão local nos últimos 14 dias e que apresentem ao menos um dos sintomas relacionados a doença.

Contato próximo: Pessoa que teve contato físico direto (exemplo: aperto de mãos) ou contato direto desprotegido com secreções infecciosas de alguém que possua ou seja suspeito de possuir o COVID-19; Pessoa que teve contato frente a frente, ou em um ambiente fechado por 15 minutos ou mais, ou em uma distância inferior a 2 metros com alguém que possua ou seja suspeito de possuir o COVID-19; profissionais de saúde ou outra pessoa que cuida diretamente de um caso de COVID-19 ou trabalhadores de laboratório que manipulam amostras de um caso de COVID-19 sem equipamento de proteção individual recomendado (EPI) ou com uma possível violação do EPI. Essas pessoas precisam apresentar ao menos um sintoma da doença e ter vivido esse contato nos últimos 14 dias.

Contato domiciliar: Pessoa que manteve contato domiciliar com algum caso confirmado de COVID-19 nos últimos 14 dias e que apresente ao menos um dos sintomas da doença. Nesse caso é preciso observar também outros sintomas como diarreia, dor de cabeça, náusea, vômito, entre outros.

O Ministério da Saúde deixou claro: é preciso preservar os idosos e evitar ao máximo que eles se contaminem. Quanto menos idosos contraírem o COVID-19, menos pressão será colocada nos leitos de CTI, Centros de Terapia Intensiva, já que esse grupo é o que mais precisa do cuidado intensivo. Os idosos, por suas características naturais a idade, são mais sensíveis a doenças virais e podem desenvolver quadros muito graves.
O diagnóstico do novo Coronavírus é feito por meio da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreção respiratória inferior). É necessária a coleta de duas amostras que devem ser encaminhadas com urgência para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Uma das amostras será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC) e outra amostra será enviada para análise de metagenômica.

Para ter a confirmação da doença é necessário realizar exames de biologia molecular que detectem o RNA viral.

Depois do resultado dos exames e da avaliação clínica, os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e orientados a tomar medidas de precaução domiciliar.

Os tratamentos específicos para infecções causadas pelo COVID-19 ainda estão sendo desenvolvidos. No entanto, as medidas tomadas por profissionais de saúde são indicar repouso e consumo de bastante água; para aliviar os sintomas, indicar o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos), uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Contudo, é importante ressaltar que as medidas são orientadas de acordo com cada caso e é indicado que, assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Todos os pacientes que receberem alta durante os primeiros 07 dias após início do quadro (qualquer sintoma, independente de febre), devem ser alertados para a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispnéia (falta de ar).
Lave as mãos com água e sabão por 20 segundos; use álcool gel; ao espirrar, cubra o nariz e a boca com a parte superior do braço; evite aglomerações de qualquer natureza; mantenha os ambientes bem ventilados; higienize corretamente cômodos da casa, objetos e roupas; não compartilhe objetos pessoais.
De acordo com o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a disseminação do novo Coronavírus no Brasil tem seguido uma curva de alta velocidade de infectados, assim como aconteceu na China, no Irã e na maioria dos países da Europa. Para que essa curva diminua e assim evitar o colapso do sistema de saúde, segundo ele, o melhor caminho é adotar o distanciamento social. A medida envolve o isolamento de infectados pelo COVID-19, isolamento de quem teve contato com eles e isolamento de idosos a partir dos 60 anos.

No entanto, com o aumentos dos casos em pouco tempo, este quadro mudou. O Ministério da Saúde aponta que capitais como Rio de Janeiro e São Paulo já registram caso de transmissão comunitária, quando não é identificada a origem da contaminação. Com isso, o país entra em uma nova fase da estratégia para criar condições para diminuir os danos que o vírus pode causar à população.

A orientação dos órgãos oficiais é, portanto, que o maior número possível de pessoas se mantenha em casa, em distanciamento social, até o final da determinação oficial. Existem pessoas que podem contrair o vírus, mas não apresentarem sintomas, contudo, essas ainda podem transmitir a doença.